400 mil vezes maior
Bem menos do que 1% do que você vê é matéria de fato. Olhe à sua volta, tudo parece tão sólido e fixo, mas cientistas calculam que um átomo é cerca de 99,9999999% vazio. O que percebemos como matéria sólida é resultado da organização e interação de partículas e campos em escalas extremamente pequenas.
Ao olhar ainda mais profundamente no nível de partículas subatômicas descobriu-se que as partículas quânticas não possuem sempre uma posição definida como os objetos macroscópicos, mas são descritas por probabilidades até que ocorram interações e medições, dando a entender que quem decide a forma que elas vão tomar é o observador, você colapsa a partícula numa forma específica na realidade, ou seja, não se muda a realidade na força, se muda o que está dentro do observador, sua frequência.
É importante lembrar que tudo isso são tentativas da ciência de compreender aspectos da realidade criada por Deus. As interpretações da mecânica quântica continuam sendo debatidas pelos próprios cientistas, e nenhuma delas substitui a verdade revelada nas Escrituras. Na verdade, a ciência frequentemente passa séculos descobrindo princípios que Deus já havia estabelecido desde o princípio.
Em Cristo, somos nova criação, filhos de Deus, participantes da natureza divina e herdeiros com Ele. E para isso precisamos agir em fé, talvez por isso Jesus tenha escolhido a imagem de um grão de mostarda para falar da fé. Jesus declarou que uma fé desse tamanho seria capaz de mover montanhas. E para te dar uma noção maior, um grão de aproximadamente 1,5 milímetro diante de uma montanha de cerca de 600 metros representa uma proporção quase 400 mil vezes maior, isso é 40 milhões por cento. Isso porque o poder da fé nunca esteve em seu tamanho, mas em sua origem. Não é uma confiança em nós mesmos, mas a expressão da vida de Deus em nós.
Se uma fé comparada a um grão tão pequeno pode mover algo centenas de milhares de vezes maior, imagine o que acontece quando vivemos uma fé ‘do tamanho de Cristo’. O próprio Jesus disse que aqueles que cressem nEle fariam as obras que Ele fez e até maiores. Não por capacidade humana, mas porque a mesma vida, o mesmo Espírito e a mesma herança que estavam nEle agora habitam em nós.
Nota: “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para o Pai.” João 14:12
Entre os principais estudiosos da Bíblia ao longo da história, existem algumas interpretações predominantes em que “maiores” em alcance, não em poder. Esta é provavelmente a posição mais defendida por comentaristas como D. A. Carson, Leon Morris, John Calvin e muitos outros.
A ideia é que Jesus não está dizendo que os discípulos fariam milagres mais impressionantes do que ressuscitar mortos ou acalmar tempestades. O “maior” estaria no alcance e nos resultados do ministério após a vinda do Espírito Santo.
Por exemplo: Jesus ministrou principalmente em uma pequena região, após Pentecostes, o Evangelho alcançou o mundo inteiro e hoje por meio de mais tecnologia de transporte e meios de comunicação, tudo expande com ainda mais velocidade. O que antes exigia meses de viagem agora pode atravessar continentes em um clique.
A questão nunca foi o tamanho da fé, mas a identidade ativada de quem crê e a grandeza daquele em quem se crê. Quando sabemos que somos como filhos de Deus, deixamos de tentar nos tornar outra coisa e começamos a manifestar aquilo que já fomos criados para ser.
Comentário pessoal: Meu sonho é que toda vez que alguém perguntasse para uma criança: “O que você quer ser quando crescer?” Ela respondesse conscientemente: “Quero ser eu”. Toda semente já está dentro delas, porque Deus é a fonte. Crianças não são humanos menores, elas são tão ministros quanto um adulto pode ser, cada um na sua fase, no seu ambiente, na sua função.
Quando você ativa sua identidade, sua natureza é despertada. Não tem como separar uma coisa da outra. Você não tem medo de confiar no que Deus te falou. Pelo contrário, você simplesmente faz, porque essa é a realidade do filho: olhar para o Pai e ser como Ele é, agir como Ele age, se portar como Ele se porta. Esse é o comum de você que tem a natureza do céu como DNA. Você muda as prioridades, troca objetos ao seu redor, deixa roupas, ambientes, coisas e atitudes de suas versões antigas para trás, e renova seu ambiente. Isso acontece porque algo mudou dentro.
A revelação do Espírito Santo te mostra do exato jeito que você precisa entender (visualmente na imaginação – rendida, santificada, cativa a Ele, sensorialmente, audivelmente etc), te faz sentir e absorver a verdade que liberta, e isso altera a sua percepção, porque o que Deus te fala não é uma palavra é um ambiente. Isso te coloca na energia e na vibração certa do seu destino, na ressonância na coerência mente e coração e aí sim, tudo flui bem e como um só corpo. Tudo fala a mesma língua e a engrenagem começa a girar em favor do Reino.
Ao mesmo tempo que nosso cérebro não sabe diferenciar a realidade física da imaginação ‘realística’, ele também busca previsibilidade com padrões anteriores, coerência para não ‘colapsar’.
O experimento mais famoso sobre isso foi o de Guang Yue e Kelly Cole, da University of Iowa, publicado em 1992. Eles estudaram pessoas que treinavam um músculo apenas imaginando a contração, sem mexer o corpo de fato. As pessoas foram agrupadas em três tipos: um grupo fazia contrações reais, outro grupo só imaginava fazer contrações máximas e um grupo controle não fazia nada.
O resultado ficou famoso porque o grupo que só treinou mentalmente teve um aumento de cerca de 22% na força muscular depois de 4 semanas, enquanto o grupo que treinou fisicamente ganhou cerca de 30%. Através da imaginação vívida houve mudança fisiológica no corpo.
O que tenho percebido é que quando Deus te mostra algo e você vive e experimenta essa revelação com intensidade e fé no seu coração de que aquilo é sua realidade de fato, o seu cérebro começa a buscar associar a verdade do Reino com a sua realidade na terra. Essa coerência é percebida como aquela certeza e paz que você sabe que transborda o seu ser e que vem diretamente do céu.
É como se o cérebro pensasse: Okay, temos uma nova ‘Débora’ aqui. E registra aquilo a partir daquela experiência (realidade revelada) que o Espírito Santo te deu, mas ele checa se esse é o novo caminho a seguir, testando se os caminhos, as trilhas, anteriores ainda são válidas.
Em outras palavras, no caminho você vai se deparar com a forma que você agia no passado, nessa hora o seu cérebro vai procurar o padrão antigo para repetir, e você vai decidir tomar o caminho novo, de novo e de novo. Até que seu cérebro vai dar o ‘último grito’, em outras palavras ele vai fazer a última enxurrada de tentativa e desculpas lógicas, o chamado extinction burst de Skinner, para checar se aquele padrão realmente está sendo desativado e que uma nova trilha de tomada de decisões está sendo feita, e você vai dizer: Sim, decidi andar pelo caminho da Verdade a partir de agora. A resistência aumentando é um sinal de que a construção da nova está funcionando. E a reorganização vai começar a ser feita, novas trilhas neurais vão repopular seu cérebro a partir da mudança no coração e isso ocorre em efeito como que de ‘juros composto’, no começo pode ser pouco perceptível, mas ao longo do tempo acontece o ponto de inflexão dessa escala.
O que acontece nesse processo de transformação é que através do que te é revelado, você vai ser apresentado à nova realidade do que Deus quer que você viva, a realidade do Céu.
Por isso (e por muitos outros motivos) as experiências de intimidade com Deus são inenarravelmente importantes, elas te trazem de volta ao seu destino original. Creia em cada coisa que o Espírito Santo te mostrar, se agarre à Ela e ao que te foi dito e não abra mão dessa verdade que liberta. Em Deus você finalmente se vê como realmente é, você finalmente vê qual é seu objetivo, seu ‘tipo’, sua ‘classe’, seu propósito e sua missão. Não se importe com o ‘como’ apenas sonhe do tamanho que Deus colocou no seu coração, enxergue isso e siga em frente.
Você é uma árvore, e o que está em você passa para o seu fruto!
Quando comecei a prestar atenção ao que Deus diz que eu sou, percebi quão melhor era a vida seguindo a visão dEle. Quem quer passar a vida enrolando na cama para agir, quando sabe que pode ter a vida dos sonhos de Deus para viver? Depois disso minhas obras seguiram a fé no que Ele me disse que sou: Virtuosa, descanso, menina dos olhos, um coração puro, que Ele sorri ao me ver… O que Ele te diz?
“Se alguém está em Cristo, nova criatura é.” (2 Coríntios 5:17)
“A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” João 1:12
“Nascidos de Deus.” 1 João 5:1
“Participantes da natureza divina.” 2 Pedro 1:4
“Cristo em vós, a esperança da glória.” Colossenses 1:27
“Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20
Proponho que agora mesmo você pergunte para Deus quem você é, o que você veio fazer neste tempo específico, para que você enxergue de quem você é filho e herdeiro, para que experimente o que seu DNA (o mesmo de Cristo) pode fazer, para que você saiba de que matéria você é feito e guarde isso no seu peito. Essa visão, essa revelação deve permear a sua vida a cada batida do seu coração. Com essa revelação vem também uma ‘energia’, a absorva e aja rápido em direção a isso. Ela te coloca não só no conhecimento, mas no experimentar, na revelação, na frequência do lugar que Ele quer que você sinta que já aconteceu, que já foi consumado, e que o Pai já sonhou tudo isso e muito mais para você. Para de fato sintonizar nessa frequência que te leva ao seu plano original aja com visão determinada e perseverança naquilo que te foi revelado.
Assim como a árvore já habita na semente antes mesmo de brotar, aquilo que nasce de você já vive no seu interior.
O que você exterioriza é apenas o fruto de algo que já estava pronto para florescer. O que sai de você já está dentro de você, é só uma questão de frutificar e do que frutificar.
Houve uma figueira que tinha aparência de vida, estava cheia de folhas mas nenhum fruto. E ela foi literalmente a única coisa que Jesus amaldiçoou. Não por ser uma figueira ruim, mas por ser enganosa: prometia e não entregava.
Os fariseus eram a versão humana disso. A palavra estava na boca, mas não havia transformado o coração. Era performance sem presença, forma sem vida, folhas sem fruto.
E isso não é um detalhe pequeno. Desde as primeiras páginas da criação, a primeira instrução que Deus deu ao ser humano foi exatamente essa: “Frutificai.” Não “pareça vivo.” Não “tenha boa aparência.” Mas frutifique, alimente, sirva, multiplique.
Deus não se impressiona com folhas. Ele procura fruto.











